Coisas que só...


Hoje cedo fui a uma loja de revelação e molduras. Queria ver umas fotos minhas de estádios pra colocar nas paredes e tal.

Eu sempre tive uma tendencia a ofender pessoas sem querer. Querendo então, sou formado e tenho mestrado. Mas, as vezes escapa né…

Entrei na lojinha e a mulher foi mostrando o que ela tinha, com uma parede cheia de exemplos de quadros para escolher moldura.

Fui olhando, olhando… e ela indicando.

- Esse aqui é mais em conta.
- Ah, mas eu queria preto na borda.
- Tem ali os pretos. Você gosta desse?
- Não..
- E desse?
- Po, gostei! Quanto é?
- R$ XXXX….
- Legal! Mas vem cá… não vem com a foto né? Puta noiva feia!!!! ahahahahaa
- É… (risos desconsertados), é minha filha que casou mes passado.

Mudo, agradeci e sai da loja.

E vou encomendar lá meus quadros! Por e-mail, claro.

Mais dessas? Clique aqui.

abs,
RicaPerrone

Domingo, 30/11/2008.  Por volta das 13h resolvemos parar no Pirajá, barzinho em pinheiros, para comer algo antes de irmos ao estádio.  Pela conta mais lúcida, em 40 minutos sairiamos de la, em mais 20 estariamos no Morumbi, e eu pararia o carro e entraria sem problemas pelo portão 1.

Não… não foi assim.

O garçom me pergunta o que eu desejo. O dialogo é otimo:
- Essa porção de filé vem com o que junto?
- Fritas e alho, senhor.
- E essa de calabresa?
- Fritas, senhor.
- E esse prato aqui?
- Com fritas.
- Bom, então faz assim: Me traga uma porção de fritas e uma coca enquanto eu escolho…
- Não temos porção de fritas, senhor.

Ah, vai toma no cu! Tem fritas até no cafezinho e porção eles não fazem? Só sabem fritar batatinhas desde que acompanhadas? Ah, va….

Aí, pedimos porção de filé com não sei o que. E uma Coca, claro.
- Não tem Coca, senhor. Pode ser pesssssiiiii?
- Oi? Pessiiii? Pode… fazer o que…

Passou uns 15 minutos, 20, 25… e veio. Veio uma porção de carne seca. Eu não pedi carne seca! O garcom já servia quando a mesa do lado se tocou que era deles, já que a nossa cara era de “quem pediu essa porra?”. Ok, o garçom se desculpou.

Minutos depois ele vem com uma porção de calabresa. Eu disse que não era isso que pedimos, e ele solta a do ano:
- O senhor tem certeza?

Claro que tenho, filho da puta! Eu que pedi!!!!  E lá se vão mais uns 20 minutos pra sair a merda da porção. E enquanto isso, tome pessssssi…. rs

Aí, antes de chegar a porção, um momento digno de quem senta ao meu lado. Deve ser contagiosa a zica. 

Um bebado sai do bar carregado pela mulher e vem tropeçando. Ela guia o babaca perna por perna, de tão bebado que o idiota estava. Eu adoraria que gente bebada fosse presa também na rua, não só dirigindo. Mas, enfim.

O cara simplesmente caiu em cima de um senhor de uns 70 anos, que caiu com a cadeira, bateu a cabeça e comecou a sangrar. O bebado ficou de 4 no chão, porque não conseguia levantar, e a minha porção não chegava!!!

Chegou. Tinha umas cebolas estranhas, mas comemos rápido, afinal, já passava das 14h30…  Pedimos um suco sem gelo, veio com gelo. A paciencia foi pro saco e por volta das 15h eu disse ao garçom: “Traga a conta antes que eu me arrependa e saia dessa merda sem pagar”. Ele trouxe a tempo.

Paramos no transito do Morumbi e só chegamos na porta do estádio umas 15h30 quase. Só um porem: Imprensa entra no portão um. Portão um entra o onibus do time. O onibus do time chegou 15h30, e tinha umas 8 mil pessoas nele pulando pra receber os jogadores. Adivinha quem foi esmagado???

Carro de policia literalmente batendo na gente e eu mostrando a carteirinha dizendo: ”eu vim trabalhar porra!!!”, e o policial empurrando o carro nas nossas pernas!!!  Depois tem quem defenda que policia da mais medo que ladrão e ainda acham um absurdo a frase…

Entramos, vimos o jogo, o hexa não veio, fui nos camarotes ver uns amigos no fim do jogo e pude ouvir de muuuuuuuuita gente a frase: “Incrivel! O Muricy não ganha decisão!”. Eu ria, porque realmente a tese é beeeeeem argumentada.  Outros brigavam, defendiam o “genio”.  E em cada lugar que andei tinha 2 brigando por essa tese. O Morumbi é redondo, e as conversas dentro dele também. Sempre em circulo… nunca mudam.

Em casa, sem usar 10% do que programei fazer no dia, pedi uma pizza e fiquei tentando ver na TV os lances. E que domingo, viu?

Pra Brasília eu não vou nem a pau!!!! To de férias do SPFC até janeiro. rs

abs,
RicaPerrone

Era 1995. Final entre Botafogo x Santos e eu assistia em casa, rodeado de amigos. A enorme maioria palmeirenses, corintianos e tricolores. Havia um santista, chato pra caralho e que eu detestava.  Nunca tive nada contra o Fogão, pelo contrário, e nem tinha amigo botafoguense.

Resolvi torcer pro Botafogo.  Verdade, quase que eu morri por causa disso. Mas, foi divertido.

Independente de erro de arbitragem e outros detalhes do jogo, eram dois times muito bons. O Botafogo, que tinha Gotardo, Gonçalves, Wagner em grande fase, Beto, Sergio Manoel, Donizete e Tulio ganharia o Brasileiro hoje em dia com 10 rodadas de antecedencia.  É triste ver como o nivel despencou em miseros 13 anos no Brasil…  Hoje, destes citados, todos estariam jogando na Europa, Catar, Zambia, Guatemala, menos no Brasil. Enfim…

Sai de casa no intervalo do jogo porque uma filha da puta de uma menina que eu namorava na epoca disse pra vermos na casa dela o segundo tempo. O idiota foi, e chegando la o viado do pai dela solta: “Nao gostamos de futebol”.  Vontade de dizer: “Nao perguntei sua opcao sexual! Liga essa merda na Globo pelo amor de deeeeeeeeus!!!”. Mas não. Eu me controlei, e não vi a porra do segundo tempo. Desculpem os palavroes, mas eu me irrito só de lembrar dessa historia.

Quando acabou, eu muito puto, ouvi pela rua. A galera gritando e o viado do pai dela vendo filme.  Eu desci correndo pra saber, e disseram que tinha dado Botafogo, 1×1. Eu comemorei, porque lembrei do amigo chato que eu ia encontrar.  Só que o bar da esquina da casa dela estava lotado de santista.

Eles vieram na minha direção xingando, dizendo que eu era corintiano, ai eu fiquei mais puto ainda.  Eu tinha 17 anos, por ai.   Eu corri viu…. Mas eu corri a Cardeal inteira até chegar no Largo da Potato e entrar no prmeiro onibus que eu vi.  Desci 3 ruas e parei na porta de casa, branco!!!

Chego lá, encontro um santista chato falando do juiz. Entrei rindo da cara dele e fui pra casa.

Meu pai tava no Rio a trabalho sábado. Chegou domingo e me deu a camisa do Tulio. Imagina ne? Meti a camisa e fui pra rua. Eu queria meeesmo apanhar aquele dia.

Me lembro que virei a esquina da padaria e um policial me parou mandando eu voltar. Tinha santista pra todo lado na rua, e eu ali querendo ser Botafogo. Bom, passou.

Alguns dias depois fui passar o ano novo na Barra da Tijuca.  Viajei bebado porque virei a noite anterior na balada. Meu pai desconfiou que eu não falava no carro por isso, mas… até hoje não tocou no assunto. Chegamos no dia 31 e ja fomos pro hotel. A noite, o babaca aqui quis se sentir em casa e meteu a camisa do Flamengo pra virar o ano.

(Todo ano viro com a do SPFC e meia noite eu beijo o simbolo e desejo sorte e feliz ano novo. Desde molequinho. Primeiro pro SPFC, depois pra familia, namorada, amigos, etc. Este ano quis me adaptar ao local que eu estava, e mifu)

Entrei na praia todo “raça fla”  e olhei pro lado. Tinha uma reunião de botafoguense naquela merda e todos eles começaram a me olhar. Eu ali, fingindo que não era comigo, e cantando o samba da minha Mocidade que tocava na praia.  Deu meia noite eu abracei meu pai correndo, meu irmão e fui indo pra calçada.

Meu pai indo atrás, até hoje eu lembro: “Vem aqui porra! Nao acabou os fogos!!!”.  E eu correndo dali: “Nao, agora é fogos, jaja vai ser tiro!!! Vem!!”. E meu pai saiu da praia comigo 3 minuos apos o ano novo. Nem comemoramos, com medo dos botafoguenses que queriam matar um aliado!!! Afinal, eu torci pros caras!!!!

Mas tudo bem. Não sei porque diabos lembrei disso hoje, nem porque diabos escrevi. Mas ja que escrevi tudo isso… então vai pro ar.

abs,
RicaPerrone

http://osgeraldinos.wordpress.com/2008/09/19/coisas-que-so-acontecem-com-o-perrone/

As coisas acontecem com o Perrone e, as vezes, sem ele por perto. rs

abs,
RicaPerrone

Essa foi outro dia, mas esqueci de contar.

Estou entrando no elevador do meu prédio quando sai o zelador tava la.  Eu, muito interessado com as coisas do condominio, não sei nem que é meu vizinho, imagine o restante dos moradores.

Ele me disse que tinha que resolver o problema da parede do banheiro com a  síndica. E eu explicando. E uma senhora do lado dele.

Eu falei, falei, falei. No final, ele disse:

- Não tem jeito. Tem que ver com a síndica.
- E quem é a porra da síndica desse merda?
- Ela…

Preciso dizer a cara que eu fiquei, não? rsss

abs,
RicaPerrone

O idiota aqui resolveu jogar Tenis. To na sexta aula e noto alguma dificuldade com a bola. Sem ela, tranquilo. Aquela merdinha amarela vem na minha direção e eu enfio ela longe.

Mas, tudo bem. O Nadal ainda tem tempo pra ganhar os titulos dele enquanto eu aprendo.

Hoje, na aula, cheguei atrasado. Parei meu carro fora da “academia de tenis” e entrei correndo. Fui pra aula e o professor mandando bola pra mim. Eu rebatendo, acertando uma a cada 10. Tava ótimo o indice! Me apelidaram de Eder Luis, não sei porque.

Eis que numa jogada eu mandei a bola lá na casa do ca…. . Ouvi um “powwwwww” e comecei a rir, porque eu acertei a rua e provavelmente acertei um carro que passava.

Dei risada por 2 minutos. Até o guardinha dizer alto: “Acertou o carro preto!”.

Show… dei uma bolada no MEU CARRO! E ainda achei engraçado… rs

abs,
RicaPerrone

Terça-feira, 00h30. (reparem na fotinho com peitocas. rs)

Estou voltando pra casa quando passo pela Rua Augusta, que pra quem é de São Paulo não preciso explicar muito. Pra quem é de fora, resumo:  Só tem puta.

Faltando 2 semafaros para a Av. Paulista uma dessas, bem feinha por sinal, foi no meu vidro do passageiro semi-aberto e enfiou a mão como quem fosse baixá-lo, mas sem me ameaçar em nada. Eu baixei o vidro pra ela falar, com medo dela forçar e quebrar.

A mocréia pediu carona. Eu disse que não, menti que ia pra outro lado. Ela enfiou o corpo no carro devagar dizendo: “Eu faço um agradinho…”, “Vem cá meu bem…”, e obviamente tentando ir com a mão no meu … não diria “maior”, mas talvez “mais importante” patrimonio. rs

Eu, com receio do que ela pretendia, fui na mão direita dela e empurrei, tirando do carro. Ela imediatamente recuou e disse: “Ok, ta bom… valeu!”. E foi embora.

Mas… ao chegar em casa, notei que faltava o celular. Porra, primeiro eu fiquei puto. Mas agora, passadas algumas horas, eu virei fã da puta. Que belíssima tática! Ela induz você a olhar pra mão direita dela enquanto a esquerda pega o aparelho. Sensacional! Nem toda puta é burra, viu?  Agora… eu sou! Bastante!

Pra completar, hoje fui na lojinha da Claro pegar um novo. Lá estou esperando aqueles 40 minutos básicos para a mocinha preencher a porra do cadastro quando chegam 2 amiguinhos de roupinha pagodeiro no balcão do lado.

Os dois começaram o papinho e já deu pra sentir que eram gays e pouco inteligentes.

- Eu queria aquele ali da vitrine, moço… (com aquela voz que só um legítimo gay faz)
- Então senhor, aquele lá vai sair por 399.
- Noooossa!!! Mas eu queria gastar um pouco menos…
- Temos outras opçoes senhor…
- Posso ver?
- Tem esse aqui, esse aqui, esse outro aqui…
- Gente, adorei todos! Quanto custa esse?
- 250.
- E esse?
- 300
- E esse?
- 700.
- Muito caro moço…
- Olha, faz o seguinte: Me diga seu plano, o quanto quer gastar que eu vejo o que tem. É mais fácil né?
- Sim… olha, eu gasto 35 por mes no meu pré-pago.
- Ah senhor, fica dificil. Pré-pago já não tem muito desconto e este valor não é alto.
- Como assim? 35 reais são 35 reais!
- Sim, senhor. Mas…
- Olha, vamos fazer a coisa mais simples! Eu quero um pra mim e um pra ele (apontou com olhar meigo para o parceiro)
- Então vamos lá. Quanto o senhor quer gastar nos 2?
- 15 reais.
- Não senhor… por 15 reais não dá…
- 20 então?
- Senhor, este plano não lhe da descontos deste nível…

O casal se olhou, foi até a vritrine, conversou e voltou. Nisso, eu e a moça que me atendia já estavamos segurando a risada até a orelha, porque eles eram muito afetados! Tipo Laranjinha e Acerola, sabe? rs

Os dois voltaram e começaram a discutir a relação.
- Vou comprar, mas ve se liga né…
- Aiiiii que injustiça! Eu ligo 3x por dia pra você!
- liga e nem fala tchau…
- Mas também, você vive ocupado…
- Ai, olha!!! Esse tem mp3!!!
- Jura!? São fones separados? Pra a gente ouvir junto…
- huuuuuuuum… (e sorriram um pro outro)

Cara, na boa… preconceito as favas, aquilo seria ridiculo até pra um casal hetero. Gay, com 2 negrões, muito mais engraçado. E eu e a mocinha segurando a risada absurdamente, quase não aguentando. Ela, coitada, perderia o emprego se caisse na gargalhada que ela tinha engatilhada no queixo. Eu… bom, comigo não ia acontecer nada. rs

Até que, no fim da compra… a risada não aguentou…

- Senhor, então são estes dois aparelhos né?
- isso..
- que dia é melhor pro vencimento? 3, 5, 8, 16, 22 ou 24?
- Ah, 24 né… (e a risada já começou a sair timidamente)
- Ok. E estes são os números que vocês podem escolher. (virou o monitor pra eles)
- Ah, o segundo… (rapidamente)
- O segundo…. XXXX-6969?
- isso, final meia nove…
- sempre! (o outro disse dando risadinha)

Meu chapa… nào tinha cristo que me fizesse parar de rir. Sabe aquelas crises que você não tem controle mais sobre a situação e começa a chorar de rir alto e quanto mais ridículo fica mais você ri? Então… e nisso a mocinha do caixa começou a cair na gargalhada junto.

A loja inteira olhando, o gerente levantou pra ver e eu caindo na cadeira de rir. O casal olhando e… RINDO!!! Não sei do que eles acharam graça, mas eles riam juntos. Quando eu vi metade da loja estava rachando o bico e ninguém, tirando eu e a moça, sabiam do que riam.

Foi ridículo. Eu peguei o aparelho novo e sai chorando da loja de tanto rir. Na saida, dei tchau pra moça, agradeci e, pelo ocorrido, fiz tchau com a mão pro casal. Um deles sorriu, o outro virou e disse:
- Adoro gente feliz. Vocês viram como ele ria assim… tipo… do nada?

Pronto. A mocinha quase desmaiou de rir na frente deles, o vendedor deles idem e os dois ficaram ali parados, sem entender nada! E eu já tava longe, mas ainda rindo.

Que dia… Assaltado por uma puta que me ameaçou com a minha própria “arma” e ainda uma crise de riso no shopping. Vou dormir antes que eu faça mais alguma bobagem.

 

Leia outras coisas que só acontecem com o Perrone, aqui.

abs,
RicaPerrone

Há 2 semanas eu bati a cabeça numa arvore (sim, é verdade).

Há uma semana e meia uso um colar cervical irritante porque,  segundo o médico, eu atingi o labirinto do ouvido e “mifu”.

Há alguns dias tento marcar um exame que ele pediu.  Só que a médica do exame deve ser o Ronaldinho Gaúcho, porque ela só tem horário a cada 15 dias.

Tenho tontura, mas…  nada grave.

Hoje, depois de 200 tentativas, consegui falar no hospital.

- Alo, queria marcar o exame…
- Qual seria, senhor?
- Ai voce me complica. Não dá pra ler.
- O senhor consegue soletrar?
- Se eu conseguisse eu te dava o nome né…
- Começa com que letra?
- Isso me parece um V.
- Deixa eu olhar exames com a letra V….
(depois de chutar uns 15)
- vectoeletro¬nistag¬mografia?
- Puta que pariu!!! É isso!
- Certeza?
- Claro que não! Mas é o que mais parece.
- Pois não senhor. Temos no dia 10, as 8h da manhã.
- Puts, só tem esse dia? Eu vou dormir tarde dia 9.. (tem o jogo pra cobrir no Morumbi)
- Temos dia 17 senhor.
- Não, não. Vai dia 10 mesmo.
- Bom, o senhor pode anotar o pré-exame?
- Pode falar.
- O senhor não pode beber por 3 dias.
- Ok
- O senhor não pode tomar Coca-Cola por 3 dias.
- Puts… ta bom.
- O senhor fuma?
- Pra cacete.
- Então, 3 dias sem fumar.
- Porra, que mais?
- Beber água, vir em jejum e se alimentar sem chocolates e coisas do tipo.
- A senhora vai me desculpar, mas pra que o exame?
- Como senhor?
- Filha, você acha que alguém que não fuma, come direito, toma água e não toma refrigerantes precisa ir no medico pra que?  Eu vou estar mais saudável do que nos últimos 29 anos!  O exame não vai dar nada!
- Mas senhor…
- Tá, tá… marca ai.
- O senhor vai sair meio tonto. Precisa de acompanhante, tá?
- Pode ser taxista?
- Não.
- Mas quem eu vou acordar as 7h da manha pra aguentar meu mau-humor de quem não fuma ha 3 dias?
- Ah senhor, o exame deixa tonto. Precisa alguém do lado.
- Ok, vou levar um amigo imaginario.
- Como senhor?
- Nada, confirma ai o exame…

Se não bastasse a situação, ainda tive que tomar um olé do André Dias hoje no CT.

O zagueirão passava com a coxa machucada (de novo) e…
- Fala André!
- Caraca, o que foi isso? (Ele viu o colar cervical)
- Ah, nada não, só bati a cabeça…  E essa perna ai?
- Ta ruim, mas vamos ver o exame…
- Tá podre né? (brincando)
- Bom… (olhando meu pescoço com cara de dó) to melhor do que você né, irmão!

E tome risada dos colegas jornalistas pra cima de mim. 

Ah, que inferno!  Eu achei que era chato quebrar a perna. Achei horrível ficar 45 dias sem pisar no chão quando operei. Mas, se comparado a ficar sem mexer o pescoço, tudo é uma delícia.

Abs,
RicaPerrone,  entregue ao Dep. Médico.

A padaria fica ali pertinho, na rua de cima.  Nunca notei o caminho com detalhes, até terça-feira.

Antes de atravessar a rua eu vi uma casa com 4 tatarugas enormes andando pelo quintal. Achei legal, fui até a padaria e, na volta, resolvi passar ali de novo para revê-las. Só que quando eu corri da rua pra calçada, tinha um daqueles carros altos (aqueles que só servem pra cachorro quente) e eu não via o que tinha na calçada. Virei, enfiei a cabeça num galho de árvore que não devia estar ali e minha nuca quase bateu nas costas de tão forte o tranco.

Sai andando, esfregando a jaca com cara de “tão olhando o que? nem doeu…”, mas fui firme até em casa. Lá chegando notei que doeu mais a nuca do que a pancada, que foi de frente. Mas, tudo bem, vamo que vamo.

Achei estranho que aquilo doia, mas tudo bem. O médico do SPFC, Dr. Sanchez, me recomendou um raio X. Lá foi o Perrone pro hospital. (aquele mesmo que eu desmaiei e pedi uma Coca)

O cara que mede pressão me atendeu e, ao encaminhar, colocou “ortopedia”. Meu chapa, eu não sabia que eu tinha pé na cabeça. Fiquei puto, até descobrir que quando é coluna ainda é ortopedia.

Lá fui eu. O Dr. me disse que eu tava bem, que era só ficar quietinho uns 2 dias.

Eu, óbvio, fiquei quietinho até o dia seguinte.  Mas esse quietinho inclui idas ao CT todo dia, jantar em churrascaria, correr com o cachorro entre outros. Tive uma idéia genial: Alongar o pescoço.

Brilhante!!! Fui parar no hospital.

Senti tontura forte, a mocinha me pediu pra ficar 3 dias com aquele colar que não dá nem pra olhar pro lado, coisa mais irritante que já usei, e me deu uns remédios.

Cá estou. De colar, olhando pro PC igual um robô, sentido dor no pescoço, na cabeça, na orelha, no pé e na perninha do óculos, esperando passar.

Este foi meu final de semana. Deitado, olhando a TV de canto de olho, porque reto dói. Suficiente para eu entupir o blog de posts e descobrir algo novo: Alongamento não está na lista de permitidos quando um médico manda voce repousar um local.

Ok? Não façam isso em casa.

abs,
RicaPerrone

Tem coisas que só acontecem com o Perrone. E a gente atrai o que a gente diz, né? Eu elogio tanto torcidas de outros clubes, acho tão bonito o Maracanã lotado, enfim… tinha que me acontecer alguma.

Maracanã, quarta-feira, 19h.

Chego na sala de imprensa e, depois de já ter dado risada com 200 taxistas e mais uns 20 cariocas que conhecemos lá, encontrei a galera de um tal Canal Fluminense. Nem sabia que o Flu tinha a sua “Estação Tricolor”, mas tem. Fiquei meio assim, pois os caras eram rivais ao quadrado. Que nada!
- Senta ai irmao! Vamos comer alguma coisa e conversar.

Lá ficamos, papeando sobre os dois times durante um tempão.

Conversei com todos os orientadores do Maracanã que encontrei. Todos de uma simpatia fora do comum. Tiraram sarro de eu ser paulista, brinquei com eles, tudo filmado inclusive, vai pra ET logo mais.

Mas, o pior estava por vir.

Sentei na “cativa” um pouco pra ver a torcida do Flu receber o time. Muito bonito, dez!!!  Essas bandeiras, fogos e tal fazem muita falta aqui em SP.

No final, quando já faltavam 3 ou 4 minutos, subi pra fumar porque eu tava muito nervoso.  Fui fumar no meio da torcida do Fluminense.

Eles passaram 3 minutos esperando o gol, não torcendo. Eles pareciam ter certeza que aquilo ia acontecer, era incrível. Eu olhava assustado  e, claro, torcia pelo meu time. Mas, quieto, afinal, adoro meus dentes.

O Flu fez o gol… e quando fez, aos 47, eu chorei. Chorei porque dói, porque a gente viajou até lá pra fazer a cobertura no site, porque o time queria muito ganhar, porque tenho 200 motivos pra sentir quando o SPFC perde que só eu vou entender. 

Mas, para eles em volta, eu chorava de emoção.

Cara, que engraçado! Uns 10 tricolores pulando em volta, me abraçando e dizendo:
- não chora!!! Conseguimos porraaaaa!!!

E eu ali, chorando, abraçando os caras mas tentando sair discretamente.

Foi horrível… eu tive que sentir a dor da eliminação fingindo estar comemorando emocionado. Mas, como eu disse, no final das contas isso acaba até aliviando minha dor. Eu não consigo sentir raiva de ver tanta gente feliz como eu vi ali. Ontem era eu, hoje são eles, assim que vive o futebol…

Pra completar tinha a manhã seguinte.

Peguei um taxi e fui aos 3 clubes do Rio que eram mais próximos: Flu, Bota e Flamengo.

Fui conhecer, comprar coisas pra guardar, enfim… faço isso sempre que posso, independente do time.

Primeiro fui no Bota. Tava fechado, e o cara muito gentil abrir pra mim só pra eu não voltar pra SP sem uma lembrança do Bota. Comprei um boné lindo.

Aí fui no Flu. Cara, que engraçado… Eu entrei na loja, falei “oi”  e todo mundo me olhou. Eles tem um detector de paulista impressionante.

- Tu é paulista?
- Sou…
- São-paulino?
- É… vim trabalhar, sou jornalista. Mas eu sou tricolor. (e mostrei a correntinha do SPFC que uso).
- Vamo Fluzão… vamo ganha… eu sou do time… (em coro)

Tinha uns 9 na loja. Eles começaram a conversar, tiraram um sarro básico, eu parabenizei todos eles e comprei uma camisa e um copo pra guardar. Foi divertido, eles foram muito brincalhões, mas simpáticos e educados. Sai de la e um deles pegou meu braço e disse:
- Ae irmão, tu não fica triste não. Vocês já ganharam um monte, hoje é o maior dia da nossa história…
- Eu sei cara, eu vim aqui comprar uma lembrança porque eu sei disso. Parabéns.
- Tu veio conhecer o Flu no dia mais importante da vida dele!
- Vim, vocês mereceram.
- Valeu cara! Brigado mesmo! (e chorou)

Depois fui a Gávea, claro!!! Conheci o clube, vi o time terminar o treino, comprei umas coisinhas lá e voltei pro hotel. Os flamenguistas estavam putos, todos preocupados com o Flu ganhar a Libertadores. Mas é muito divertido isso. Eles brincam mais do que discutem.

Ontem ficou resolvido que Flu x Boca fazem uma semifinal. Nem sentirei saudades, porque se tudo der certo volto ao Maracanã pra ver isso de perto.

Valeu! Me sinto no dever de registrar isso e agradecer aos tricolores que conheci lá pelo tratamento. Sei que os tratei igual aqui, portanto, me sinto devidamente recompensado.

abs,
RicaPerrone

Terça-feira, 11h da manhã. Há cerca de 10 dias estou doente e ninguém descobre exatamente o que é. Primeiro disseram ser gripe, depois, já sem saber, usam o termo “virose”. Falaram em Dengue, stress, só faltou dizer que eu tava morto. Mas saber mesmo o que era, nada.

Enfim, cansado disso, voltei ao médico.

Lá chegando me tiraram a pressão, e deu 9/5. Eu sou hipertenso, o que significa que estava beeeem abaixo do normal. Até aí, dane-se.

Fui lá na salinha e a médica disse pra eu fazer um hemograma. Porra, me pede pra fazer até pirueta, mas exame de sangue eu odeio!!! Não suporto que enfiem nada em mim, seja pra tirar ou por. Mas, já que não tinha jeito e eu tava de jejum mesmo… fui fazer.

Sentei lá e a mocinha disse:
- O senhor tem medo?
- Medo não, mas não gosto…
- Não vai desmaiar né?
- Então, eu to com pressão baixa… dizem que não é bom fazer exame de sangue com pressão baixa, né…
- Ah, é verdade. E agora?
- Agora faz essa merda que eu não aguento mais olhar pra essa seringa na sua mão.

Fez, e tudo na boa. Levantei e fui pra sala de espera.

No que eu entrei na sala de espera, afinal de contas todo vexame requer público, eu comecei a ver tudo torto, escuro, e fui caindo. Quando cai na cadeira eu não via nada além da minha calça, porque eu olhava pra baixo. Num rápido momento de lucidez eu vi uma maquina de Coca-Cola do lado e dois médicos chegando desesperados.

- Rápido! Traga uma cadeira de rodas pra ele
- Me dá sal, porra!
- Uma cadeira, rápido!
- Sal, caralho!!!
- Calma, senhor..
- To calmo, mas me dá sal!!!

Enfim, quando o rapaz chegava com a cadeira de rodas correndo eu puxei uma nota de 2 reais que tava saindo do meu bolso e estendi a mão.

- Pega uma Coca na maquina!
- Não senhor, vem pra cadeira de rodas.
- Pega a Coca porra!!!
- Mas senhor, como assim?
- Pega uma Coca ali caralho!!! (aos berros)

Ele ficou assustado e fez. Me deu a Coca, caindo, me sujando todo… eu dei um gole e levantei.  O dr. que me desculpe, mas não dava pra pensar em ter educação desmaiando…

- Senhor, aqui, vamos para a cadeira!
- Não, to bão já.
- Onde o senhor vai? Pelo amor de Deus, volte aqui.
- Vo ali fumar e ja volto…

E a galera da sala de espera ficou toda em pé desesperada achando que eu ia morrer. Tudo isso durou 2 minutos, mas parecia 1 mes.  Santa Coca-Cola!

Depois a médica veio perguntar se eu tava bem, e eu ali tomando Coca e comendo pão de queijo…  Era pressão, se eu tomo Coca, ela sobe! Óbvio!

Mas, para meu desespero, lá se vão 15 dias e nada de eu ficar bom…  Quem sabe se eu for ali na geladeira e tomar mais uma Coca, né?

abs,
RicaPerrone

 

A foto acima é a porta do meu quarto na pousada. Mata Atlântica pura, sem nenhuma proteção extra contra animais, insetos e etc. O lugar, Picinguaba, é uma delícia, mas… confesso que passei alguns momentos de terror no final de semana. E, pra variar, divido com vocês pra que eu não ria sozinho da minha própria cara.

Cheguei lá no sábado. Quando vi o lugar, no meio da mata, fiquei meio assim, pois não gosto muito de cobra, aranha, onça, etc. Gosto, mas lá longe… só olhando.  Primeiro eu fui no quarto e vi que as camas eram altas. Já tive que perguntar pro dono o motivo. Muito do sacana, me disse: “Pras cobras não subirem a noite”. Puta que pariu… medo!

Lá fora perguntei se os bichos não iam na pousada. Pra que eu abri a boca?
- Ah, tem umas cobrinhas, aranhas, micos, essas coisas. Mas a gente mata se invadir aqui né…

Deus do céu… cade meu revólver? PReciso de um pra dormir. Mas, enfim… Vamos que vamos.

Chegamos numa praia lá que tinha que fazer trilha. O cidadão vira pra mim e fala:
- Bate o pé com força!
- Pra que?
- Pras cobras sentirem a vibração e correrem pro outro lado.
- Que cobras?????
- Ah, tá cheio aqui.

E lá foi o Perrone batendo o pé que dava pra ouvir até em Ubatuba.

Na praia, alguma coisa se mexeu nas pedras. Eu pensei que era caranguejo e fui lá pra pegar na mão (sim, eu sei pegar caranguejos! UHU!!!). Não, não era. Era alguma coisa maior, que corria pra dentro da pedra e fazia um som de “tsssssssssssss”, que eu interpretei como “vou te mataaaaar” e corri.

Na volta, o carro atolou na areia e ficamos 20 minutos esperando os caras do local discutirem a melhor forma de tirar dali. Tiraram… e era tanta gente que eu não sabia se dava um troco pra cada ou se procurava o chefe pra distribuir. Joguei na mão de um e disse: Pra voces ai! E ele que se vire. Não notei nenhuma mancha de sangue no outro dia, então acho que ele dividiu.

A noite fomos pra Parati. Para quem não conhece, Parati é um shopping onde todas as lojas vendem as mesmas coisas, carros não entram, todo mundo é gringo, garçom fala ingles e ninguém pode pedir uma pizza. Eu pedi, e mifu! Puta pizza ruim, a pior que eu já comi.

Bom, com tanta loja, as mulheres queriam comprar, comprar, comprar. Eu não. Era 18h10… o SPFC ia jogar… e eu não tinha nem como ver. Mandei sms pra todos os meus amigos pedindo informações, e andei nas ruas da Parati olhando pro celular. Enquanto isso, o Flamengo jogava e eu sabia quanto tava porque um boteco ali perto tava passando o jogo. Veio o sms: “GOL! BORGES!” E eu no meio da rua, espantando os gringos: EEEEEEEEEEEEEEE!!!!!! GOOOOOOL!!!! Vai caralho!!!

Os gringos olhando em volta não entendendo nada. Daí o Flamengo tomou 1×0, e em Parati todo mundo é rubro-negro. Fiquei nervoso, sai das compras e fui ver o jogo no boteco. Chegando lá, 2 vascainos e um tricolor carioca.

Perguntei quanto tava, me disseram que o Fla tinha empatado com o Fábio Luciano. Mas isso não é forma de se dizer pra um rubro-negro..

- Opa, quanto tá ai irmao?
- Os favela empatou mano.
- Quem fez?
- O Fabio Luciano.
- Boa.
- Que time tu torce, irmao?
- Sou rubro-negro também…
- Aqui é Vaxxxco…
- Ah, legal.
- Tá na merrrrrrda o Mengo hein!
- Pois é… mas vai melhorar. Piorar não dá.
- Vai nada! Falaí, Tricolor!
- É isso aeeee! Thiago amanhã vai arrebentar o Santox! (De ogum esse aí)
- Valeu, valeu rapaziada. Vou sentar e ver o segundo tempo.

Bom, nem terminei de ver. Tive que ir comer a pior pizza que já experimentei na vida. Na volta ainda quase atropelamos um Gambá que atravessou a rua. Ainda bem que eu gritei: “Olha o bicho!!!!!!” e quase fiz o motorista capotar. rs

Eu não como nada do mar. Domingo eu tinha que vir embora trabalhar la pelas 14h. Passamos num lugar e pediram feijoada de camarão. Ah, pelo amor né…  falei que ia na última praia com eles e voltaria pra SP. Ótimo! Mala no carro, tudo ok, e eu ali de tenis, porque cobra é cobra né. (MEDO!) Foram subir umas pedras e eu ali por último analisando se arriscaria. Nisso vem uma onda e molha todo o tenis, com meia, tudo! E eu indo pra SP, sem ter como trocar nem secar.

Bom… fui né! Serra, neblina, 4h de viagem, aquela merda coçando meu pé, baconzitos que caiu no carro todo, celular que não pegava, um filho da puta de Uno Mile na minha frente que não deixava eu passar e ainda ameaçava andar pra trás na serra.  Foi sensacional! Cheguei na Dutra e quase sai do carro pra comemorar o fim da saga na serra. Liguei o radio no Curintia e vim, com a camisa do Flamengo.

Chegando em SP resolvi pegar a Pacaembu, pois eu esqueci que o Curintia jogava lá. Quando eu cheguei no estádio aquela massa alvi-negra saindo e eu com a camisa do Fla. Pensei: “Fodeu!”. Tirei a camisa, escondi as coisas do SPFC, joguei o boné no banco de trás, tudo ninjamente dirigindo. Passei, os fiéis não notaram, e eu cantando baixinho: “Galiiiinha…. galinha sem história…”. Mas tudo bem, eles não viram. (Brincadeira, fiel!)

Cheguei em casa, morto, tirei o tenis, nojento, liguei a Tv e vi Flu x Santos. Enquanto isso atualizava a ET. Tive que sair pra comer uma pizza, afinal de contas, fiquei com aquela má impressão de pizza né. Paulista que não come pizza uma vez por semana não é paulista, é magro.

Enfim… com cobras, aranhas, gols via celular, tenis molhado e tudo que eu tinha direito, este foi meu final de semana, como sempre, cômico. Mas o pior de tudo nem foi isso tudo. Quando eu cheguei no fim da Serra tive que achar um posto numa micro-cidade pra colocar gasolina. Meu carro bebe mais que o Lula. Parei, pedi pra encher o tanque e fui ali comprar umas bobagens pra comer. Pedi pra mocinha me dar 2 Cocas e ela me deu 2 pepsis. Eu falei: Quero Coca!
- Mas taí
- Não, isso é Pepsi!
- Não, aqui Pepsi é Coca.
- Porra, como assim?
- Aqui na cidade só tem Pepsi.
- E se eu quiser uma Coca?
- Voce tem que ir na próxima cidade porque lá tem.
- Ok… e quem é o Cacique dessa porra?
- Oi?
- Nada… tchau.

abs,
RicaPerrone

 


Eu tive um final de semana digno dos meus 13 anos. Na sexta fui ver o tal do Disney on ice. Tá, eu não sabia que era pra criança! Comprei na inocencia, achei que era algo tipo a Bela e a Fera, Fantasma da Ópera, etc. Cheguei lá, os pais e os filhos, aquela pivetada gritando e comprando coisinhas que acendem, e eu ali olhando tudo com cara de tio. Não é um puta show, é “legalzinho”. Claro, com 13 anos eu ia adorar. Mas com 28 é complicado.

Comprei Algodão doce, afinal de contas, já se fodeu mesmo agora dá risada. Sentei lá… esperei, esperei… e veio o Mickey. Que alegria (eeeeee!)! Ele patinava e falava em viver aventuras. E eu ali, vendo a criançada delirar, e comendo algodão doce. Aliás, porque algodão doce enche a mão e quando você coloca na boca ele some? É feito de vento aquela merda? Mas, enfim…

Eu tô velho, sabe. Entendi a parte do Peter Pan, do Pateta e dos 101 Dalmatas. Mas tinha um bichinho azul, um tal de Stiki, Stiti, sei la. Isso não é do meu tempo. Aquela sereia também não, e não entendi picas do que ela fez lá. Gostei dos caras do Rei Leão cantando “Hakuna Matata”. Essa parte foi legal! (eeeeee!)

Daí, beleza. Fui embora, meio com fome, meio satisfeito, meio cansado, me sentindo meio velho. Mas, no sábado tinha mais. Eu tinha comprado pra ver Peter Pan, mas aí era espetáculo da Brodoway, etc. Coisa fina.

Bão, fui né. Cheguei lá faltavam 5 minutos pra começar. Avisaram que quem chegasse depois não entrava, por isso eu corri igual o Rubinho (é que não corri muito) pra chegar. Cheguei, entrei. Com o show já em andamento, uma cambada de filho da puta mal educado chegava, conversava, brigava por cadeira, discutia com os filhos, etc. Assim foram 15 minutos de espetáculo, tentando me manter na cadeira e não xingar um dos brasileiros com espírito de porco em volta. Como nós somos folgados, né? Que coisa…

Assisti a peça, e foi sensacional!!! Vale cada centavo. Eu nem lembrava da história do Peter Pan. Pra mim gente verde é o Hulk, ou o Edmundo. Mas foi legal. Cheio de efeitos, a molecada gritando, torcendo contra o capitão Gancho, e eu ali, querendo esganar aquela tal de Sininho. Porra, que fadinha mais mala. Nem falar ela sabe e ainda é personagem central da merda toda lá.

Inclusive fiquei bem assustado ao refletir sobre o que vi. Veja bem: Peter Pan é um mocinho verde que vai na casa das crianças e praticamente sequestra levando pra onde? Terra do Nunca. Quem mora lá? Michael Jackson. Ou seja, Peter Pan é cumplice!!! Ele é quem leva as criancinhas pro Michael comer. Ele chega mansinho, falando que a Terra do Nunca é onde todos são crianças pra sempre, que lá é lindo, que vão adorar, etc.Mas ele não conta que terão que ser molestadas por um cantor de cor indefinida e nariz desconhecido. Puta sacanagem! Mas… quem sou eu pra questionar a parceria Disney / Michael…

Enfim, me diverti. Agora eu vou dormir porque amanhã cedo tem Xou da Xuxa.

abs… ops! Beijinho, beijinho… tchau tchau!
RicaPerrone

 
Fazia tempo que um festival de cagadas não acontecia no mesmo dia. Mas, hoje, na tarde de folga, aconteceu.

Imaginem que tudo começou quando o sr. e a sra. Perrone foram ao shopping mandar arrumar o celular. Disseram que o rapaz da manutenção voltava as 16h. Chegamos as 16h02, e fomos informados que o rapaz trabalhava até as 16h, não que chegaria neste horário. Ou seja, nada de arrumar o celular.

Fomos ao cinema, e chegando lá, um festival de asneiras. Primeiro que o filme já era meio suspeito. Dizia lá que era algo da morte, de ver a luz, e eu pensei que era tipo um documentário. Odeio filme de terror, simplesmente não assisto. Adivinha???? Óbvio, era filme de terror, e dos ruins.

Mas, antes de entrar no cinema, fomos comprar a pipoca. Não me pergunte porque, mas eu cheguei no caixa e disse assim pra moça:
- Oi, me da um daqueles batatões e duas cocas.

Ela ficou me olhando e, pior, registrando!!! Enquanto isso alguém do meu lado olhava pra cima pro cardapio, tentando entender onde eu vi que existia batata no cinema. Antes da mulher me vender o que ela mesmo não havia entendido eu me toquei que era pipocas, não batatas. Pedi uma pequena doce, que eu tava com vontade, além da grande salgada.

Ao entrar pra ver aquela bosta de filme, sentamos. Em menos de 10 segundos ouvi um barulho de pipocas caindo e uma cara de “Ops…”  do lado. Ok, lá se foram minhas pipocas doces. Curioso é que a salgada, que eu nem queria, ninguém derrubou. Mas tudo bem.

Coloquei minha Coca no chão e deixei ali, pois na cadeira ela tava caindo. 5 minutos de filme me chega uma gorda e pede pra passar. Meu… vamos combinar uma coisa: Gordo que é gordo chega antes!!! Isso é lei! Se você quer ser gordo, seja ao menos pontual.

A pelotinha foi passando na fileira até passar por mim e ir embora. Eu coloquei a mão pra pegar a Coca e, enquanto aquela bunda enorme ia pra um lado, eu olhava pro chão procurando a Coca. Ela sumiu!!!

Primeiro eu pensei que ela havia, num golpe de mestre, levado com os pés até a cadeira dela. Depois imaginei ela pegando rapidamente com uma das mãos e continuado andando. Mas não, nem todo gordo é ladrão. Ela deu foi um bico mesmo, e uniu o festival de pipocas no chão com uma cobertura de Coca. Foi lindo… deve ter Coca caindo até a primeira fileira, pois eu estava na última.

Sem Coca, sem pipocas, me restou ver o filme. Susto, espirito, hospital, injeção… tudo que eu adoro! Só faltou um clássico Corinthians x Vasco, com narração argentina pra eu ficar feliz de vez. Mas aguentei firme, até o fim. Foi melhor que Harry Potter, isso sem dúvidas.

Sabe quando o filme é bom e o final estraga? Então, não era assim. O filme era ruim e o final ainda estragava o que já era uma bosta. Ou seja, não assistam!!! Nem lembro o nome, mas é algo com a luz branca. Se sua namorada quiser ver isso, diga não, simule contusão, passe mal, corra, termine o namoro, mas nao entre no cinema. É tão ruim, mas tão ruim, que eu vou economizar vocês: O cara morre no final, tá? Não precisa ver não. Ele morre.

Com 3 lições aprendidas, encerro meu dia.

- Não tem batata no cinema.
- Todo gordo é desajeitado.
- Quando você nunca ouviu falar de um filme, fatalmente é porque ninguém foi assistir. Se ninguém viu, é uma merda!

abs,
RicaPerrone

Voltando ao festival de cagadas, que ainda vai virar livro, esta madrugada tive a honra de protagonizar mais uma cena ridícula. Já estou pensando em ir para um recanto afastado, onde eu possa passar desapercebido. 1h30 da manhã, acaba o cigarro e a coca-cola. Não, não há vida sem isso. Tive que sair, neste puta frio, e ir até o posto aqui perto para comprar as coisas.

Chegando lá, aproveitei e deixei o carro abastecendo enquanto comprava tudo. Paguei, peguei a chave ainda dentro da lojinha, e fui indo em direção ao carro. Estava escuro, eu tinha parado na primeira bomba, onde nem dava pra ver. Meu carro é verde, e eu nem notei onde ele estava. Sai, parei na frente dele e fiquei apertando o alarme. Nao abria a porra da porta e eu fui ficando puto, pois carro não tem o direito de quebrar 1h30 da manhã num posto do lado de casa.

Apertei, apertei, e o frentista me olhando lá da lojinha junto com um cliente e o vendedor. Coloquei as coisas em cima do portamalas, fui na porta e a chave não abria. Dei um bico no pneu e falei:  “Vai se foder! Carro do caralho!”. Quando eu falei o “alho” do “caralho”, olhei pro lado e tinha um cidadão (bem grandinho por sinal) perguntando com cara de puto:
- Você está chutando meu carro porque?
- Oi?
- Porque você está dando bica no pneu do meu carro, porra?
- Seu carro? Tá maluco?

No “uco” eu olhei e vi que aquele não era meu carro. Olhei discretamente pra outra bomba e notei que lá estava o “meninão”. Pedi desculpas, o cara até riu e tudo bem. Fui até lá, apertei a porra do controle e… e… NADA!!! Não, ali era o meu! Não tinha como!!! Não abria. No tempo que eu levei para notar que ele não tinha ativado o alarme, estava aberto, logo, era só entrar, o cidadão que eu quase assaltei sem querer foi saindo com o carro dele. Aí eu ouço um barulho de lata, pacote…

Era meu pacote, que tinha ficado em cima do carro dele. Toca o cidadão descer, pedir desculpas, e eu ria porque quem tinha que se desculpar era eu. Peguei o que restou do chão, notei que as bolachas já eram farofa, que a Coca-cola de lata virou espuma, ou seja, volta pra lojinha e compra tudo de novo. Já com o preju, ainda tive que ouvir do carinha: “Cara, era a última Coca-Cola”. Puts, era o fim da picada. Peguei uma porcaria de uma pepsi que tinha lá. Pepsi que, pra quem não sabe, é um caso de birra com o ser humano. Você nunca lembra dela, e a desgraçada só aparece quando você foi pro bar pensando na Coca. Se for pensando em nada, tem Coca. Pode notar. E a Pepsi, com todo respeito, é a ex-namorada dos refrigerantes. Não tendo o que você queria, vai ela mesmo, né…

Enfim, de volta pra casa, vou dormir. Já conferi, a cama é a minha mesmo.

abs,
RicaPerrone

Traumatizando uma criança

Talvez este pobre garotinho nunca mais vá ver a páscoa como uma data feliz. E a culpa disso pode ser minha. Sexta-feira, 17h, estavamos no Mateus Bar tomando umas quando passou uma amiga da minha amiga com o carro. Resolveu descer e sentar conosco. Ficou meio na dela, sem enturmar ainda, com um filho de 2 anos no colo. Não sei se por falar alto ou se pressentindo estar diante do anti-cristo, o garotinho ficou olhando pra mim o tempo todo.

Passados alguns minutos, ele continuava olhando, e nós já retomavamos o assunto normal. Ao meu lado, um ovo de páscoa do São Paulo, que minha mãe havia deixado lá pra mim. Como só tinha tricolor na mesa, resolvi abrir o ovo ali mesmo, até porque, o garotinho ficaria feliz. Porém… eu costumo abrir ovos de páscoa de outro jeito.

Como a gente abre e fica quebrando tequinho pra comer, eu dou umas porradas nele fechado e aí quando abre é só comer. Peguei o ovo, segurei e sugeri ao meu amigo Caue que enfiasse a porrada. Ele deu, e não quebrou. Eu comecei a socar o ovo e a gente ria na mesa. Quando eu olho pro lado o menino abriu um berreiro do tamanho do Lula quando estava na oposição. Ele não chorava, ele esperneava!  Era uma mistura de lágrimas com comida caindo da boca, a mãe tentando acalmar, eu sem saber o que aconteceu… enfim, um inferno.

Ele levou 20 minutos para parar de chorar. A mãe dizia: “Calma filho, não era o coelhinho”. Eu imagino que a criança foi ensinada a achar que dentro do ovo tem um coelho, automaticamente, o filho da puta do Perrone acaba de matar um coelho indefeso na frente de uma criança de 2 anos. E pra explicar?

Demos o ovo na mão dele, o menino chorava e dizia: Quero ir pra casa do Vovô…  Sei lá se ele era Neto de Chuck Norris ou se o avô era criador de coelhos. De qualquer forma, ele passou 20 minutos chorando e a mãe consolando. Eu ali, com o ovo na mão, com medo de abrir. Já pensou se eu abro e alguém ensinou ele que só pode abrir depois da janta se não o coelho morre? Nem a pau! Esperei ele parar de chorar, não rolou.

Ainda com lágrimas o garotinho foi embora. Nem me deu tchau!!! Mas tudo bem. Abrimos o ovo e, para minha surpresa, não havia um coelho morto ali dentro. Fiquei com duas certezas:
1- Coelho não nasce em ovo de chocolate.
2- Isso que dá comer carne na sexta-feira Santa… Deus castiga. rs

abs,
RicaPerrone


Hoje, em surto de falta do que fazer enquanto chovia, fui até o posto encher o tanque e passar no Amor aos pedaços comer um doce. Quando cheguei a doceria, uma cidadã estava parada em fila dupla olhando pra dentro da loja. Passei por ela e encostei, afinal, eu tinha que parar o carro ali. A inteligente saiu andando e bateu no meu carro.

Desci, aquela puta chuva, e ela e mais 2 amigas desceram pra discutir.

- Voce tem seguro?
- Só contra roubo…
- Como assim?
- Só se roubar, não se bater.
- Ah, mas isso não existe.
- Existe…
- Então, porque você tá errado né.
- Claro, eu parei em fila dupla e sai andando sem dar seta. Eu que errei, né?
- Ué, mas eu só andei reto…
- Sim, depois de parar em fila dupla e me fazer desviar pq voce estava parada no meio da Sumaré.
- Mas eu tava reta. Voce que trocou de pista.
- É, eu não sabia que a mocinha da loja atirava os doces nos carros em movimento. Tem que parar né?
- Mas você…
- O lindinha, faz o seguinte: Anota meu telefone ai. Passa na delegacia, faz um BO, explica que voce parou em fila dupla e que tem razao. Se eles te derem razao eu pago seu seguro e ainda um jantar pra voce. Agora to indo, o meu só raspou e eu não vou perder tempo discutindo com você.
- Ah é? E eu como fico?
- Sei lá, ué! Você quer o que? Voce faz merda, desce do carro me botando culpa, eu não to te cobrando nada e você quer que eu faça mais o que por voce?
- Eu vou te ligar e…
- Falo, falo… liga na segunda-feira.

Sai, fui para uma banca comprar cigarros. Lá tinha um carinha que cuida dos carros. Meu carro não tem retrovisor que anda pros lados. Ele é fixo. Comprei cigarros, a Veja, e quando volta o meu retrovisor encostado no vidro. E cade o guardinha? Provavelmente já em Itaquera, percebendo que ele havia quebrado o retrovisor e não dobrado.

Voltei pra casa, e chovia muito. Fui entrar na garagem do prédio e, como moro numa ladeira, quando passei na guia encheu de água no freio e subiu fumaça. Uma senhora de guarda-chuvas grita no meu vidro: “Mooooooço!!! Tá pegando fogo seu pneu!!!”.
- Nossa!!! Corre tia, vai explodir!!!!

E não é que ela correu?

abs,
RicaPerrone


Meu interfone está quebrado. Há alguns dias, o porteiro me avisou que o rapaz que conserta estaria aqui no prédio essa semana e que ele subiria pra ver o meu. Ontem passei na portaria e fui avisado que ele estava no prédio.

- Quer que ele vá lá mais tarde?
- Claro, claro! Manda ele ir lá olhar.
- Ok.

Ontem a noite passei pelo porteiro e perguntei sobre o rapaz, que não apareceu.

- E ai, irmão? Esqueceu de mim?
- Não, não… ele veio.
- E porque não subiu?
- Então, eu interfonei la… tocou, tocou, ninguém atendeu e ele foi embora.

Não! Não! Nãããããããããããão!!!!

abs,
RicaPerrone


Você já chutou cachorro morto? Não? E peixe morto? Nem a pau né… mas eu já.

Sabado comprei peixes pro meu aquario. Como a maioria morre, comprei logo 20 que é pra ver se sobram 4 e ele não fica parecendo o deserto com plantinhas artificiais. Enchi o aquario de peixes e sai.

Hoje, ao voltar do almoço, estou andando pela casa quando dou uma bica num paulistinha. Eu olhei… peguei na mão, medi a febre… mas era! Um paulistinha no meio da minha sala!!! O filho da puta estava vivo ainda, se esforçando pra nadar na baba do Schummy, que já devia ter dado uma bela lambida no amiguinho novo. Levei correndo até o aquario, tropecei em metade da casa, soltei o infeliz na água e ele afundou igual pedra.

Fiquei mais puto ainda! Puta esforço pra salvar a vida do Chuck Norris do aquário e o cretino morre justo quando cai na água?  O que ele queria? Um doguitos? Passear na Sumaré?

Definitivamente, o Schummy é má influencia pros peixes daqui. Semana que vem pego um latindo ou fazendo xixi na bomba…

abs,
RicaPerrone


Crianças, não leiam. Eu cheguei ao absurdo de passar por maníaco sexual no meio da Av. Rebouças no último sábado. Lá vai a gafe da semana…

Sai com o carro do lava-rápido, passei no posto, comprei cigarro e aproveitei pra comprar um daqueles potinhos que deixam o carro cheiroso. Era um creme meio branco, não um líquido. Aí, parei no farol da Rebouças, abri e li que tinha que furar com a caneta. Imagina a cena olhando do carro do lado:

Eu fazendo o movimento de socar a caneta no negocio, que estava no meu colo. Bom, já tinha gente pensando bobagem, mas enfim… eu tinha que furar. Na metade das tentativas, o negócio virou no meu colo. Encheu daquele creme branco na calça e eu ali, esperando o sinal abrir. O que eu fiz? Tirei o creme do colo com a mão e jogava pela janela, aos poucos….

Quando eu olhei em volta me toquei da cena que tinha feito…  Tudo se encaixava pra quem olhava em volta. Os movimentos me comprometiam, e o creme sendo jogado pra fora, praticamente me fazia um tarado do nivel do Maniaco do Parque. Fechei o vidro, comecei a rachar de rir sozinho, enquanto algumas pessoas no carro do lado se mostravam revoltadas com o que eles acharam que eu tinha feito…

Não sei quem são, mas vou dormir com a absoluta certeza de que pelo menos 5 pessoas no mundo me consideram um pervertido sem noção que “faz essas coisas” no meio da rua. rsrs

abs,
RicaPerrone

Próxima Página »